10 Mulheres. 10 Devocionais. Devocional 8: O secreto que sustenta o público

(Maira aqui)

Oi geentee,

Hoje pude refletir em Mateus 6:6:

”Mas, quando você orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará."

Algo que veio de imediato na minha mente foi o quanto sinto saudade de ter um momento inteiramente só meu com Deus, em secreto.

Hoje vivo dentro daqueles 3 primeiros anos intensos da maternidade, e vivo eles em dose dupla com a princesa Bella e a pequena Jade.

São anos que dedicamos nossas vidas por inteiro para amamentação, adaptação do lar e principalmente para um reconhecimento pessoal muito delicado, como mulher, e agora como mãe.

Desde que a Bella, minha primogênita, completou 7 meses, eu nunca mais consegui assistir efetivamente um culto presencial na igreja, até esse período eu conseguia assistir enquanto andava por toda a igreja com ela no sling, ninando pra conseguir prestar atenção no que estava sendo ensinado.

Completando 2 anos pude levar ela para a escolinha da igreja, mas lá ela nunca ficou sem que eu estivesse sentada do lado dela, cada tentativa de sair discretamente da salinha pra ir pro salão principal assistir o culto resultava em uma notificação no telão me chamando de volta pra consolar ela.

Com o nascimento da Jade veio uma realidade nova em que nos intervalos de descanso que a Bella me proporcionava tinha a rotina de uma nova amamentação, outra troca de fraldas ou outra soneca pra conduzir antes que a outra irmã acordasse pra que eu fosse brincar com ela.

Nos cultos presenciais as tentativas resultavam em tentar deixar a Bella na salinha enquanto corria pra amamentar a Jade que chorava no salão. Quanto às trocas de fralda ou o que o papai conseguisse fazer, ele sempre fez e dividiu cada momento e desafio comigo, sendo inteiramente parte de cada desafio, vencendo cada um junto comigo.

”Ah, então é um peso ser mãe? Então você não participa mais de cultos por conta disso?”

Entendo que julgamentos sempre vão acontecer, de uma forma ou de outra, mas lendo devocionais naqueles 2 a 5 minutos que consigo acordar e me mover levemente na cama pra elas não acordarem e não perceberem que a mamãe não está mais deitada com elas, nessas pequenas leituras tiveram algumas que me trouxeram consolo, contando sobre o amor de Jesus e o quanto Ele acredita na importância da dedicação maternal intensa nesse período. Um dos versículos que mais me marcou foi:

”Como pastor Ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias”

~ (Isaías 40: 11)

Somos ovelhas do Senhor e durante esse período me sinto amada em abundância, grata por ter sido abençoada em ter filhas que me proporcionam ver e sentir Deus de formas que nunca imaginei.

Essa promessa existe e de fato ele nos conduz com cuidado, com amor.

Hoje meus momentos em secreto carregam um colinho dividido com o celular, a Bíblia ou o devocional na outra mão, escondido, enquanto tento fazer uma baby dormir e manter a outra sem rir e sem tentar brincar de pegar o que está na minha mão, carregam um carinho nas costas com uma mão enquanto a outra, na luz de penumbra, tenta ler ou orar em silêncio.

As tentativas de ensinamento e adaptação são incansáveis, e são novas e boas descobertas de como podemos nos redescobrir.

Louvar com elas e ensinar que o louvor pra Jesus é mais legal do que mudar a música da alexa pra tocar Baby Shark ou que assistir o culto na TV é mais legal do que dar play no filme da Cinderela, tudo isso envolve o “conduzir com cuidado aquelas que amamentam”, porque amamentar não é somente leite materno nos primeiros meses ou até os 2 anos, amamentar da palavra também exige ainda mais tempo e ainda mais aprendizado da nossa parte, pois estamos aprendendo uma maneira nova de cultuar e ao mesmo tempo tendo que ensinar isso instantaneamente e com excelência.

Então ao meu Papai, saiba que sinto falta sim dos nossos momentos sozinhos, sei que atualmente conversamos o dia inteiro e em cada pensamento, mas também sei que em breve vamos voltar a fechar os olhos sem precisar abrir pra ver se a baby pegou algo pra se machucar, e na verdade elas vão estar ali de olhos fechados, com o louvor alto e entregues para chorar, cantar e adorar o Senhor junto de mim, seja na sala de casa, no culto presencial ou cada uma em seu quarto, em secreto.

Oração final: Te amo muito Papai e sei que hoje muitas mulheres podem estar passando por isso e peço que vá de encontro ao coração de cada uma, mostrando o quanto você as ama e o quão boa está sendo a sua condução cuidadosa nos pequenos passos em que elas conseguem dar a cada dia da maternidade ou da correria da vida que se divide entre ser filha, mulher, esposa, mãe e empresária.

com muito carinho,

Mai Torres 🌿

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