Lembro da respiração pesada entre tantos “como conseguiremos fazer isso?”, da ansiedade nas decisões que se encontravam sempre numa linha tênue entre a “fé” e a “responsabilidade com a razão”, da planilha incompleta, dos contratos em aberto, das — muitas — perguntas feitas no silêncio e, de imediato, recebendo também o silêncio como resposta.
Confiar que Deus proveria?
Caminhar naquilo que racionalmente podemos fazer e produzir?
Tantos questionamentos engoliam a verdade que aplainava o nosso caminho: a Palavra.
Em Provérbios 3:3-7 diz:
“3 Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração.
4 Então você terá o favor de Deus e dos homens e boa reputação.
5 Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento;
6 reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.
7 Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal.”
E foi ali, no meio da planilha incompleta e das perguntas sem resposta imediata, que eu entendi:
Confiar não é abandonar a responsabilidade.
É caminhar fazendo o que está nas nossas mãos... e descansar no que não está.
Percebemos que existe uma diferença silenciosa entre imprudência e fé. A fé não ignora a razão, ela a submete à Palavra.
Quando Salomão escreve “confie de todo o coração”, ele não está anulando o planejamento. Ele está reposicionando o centro, e apontando as expectativas Àquele que é digno de fidelidade e confiança.
E quando ele diz “prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva na tábua do seu coração” sobre o amor e a fidelidade, ele nos ensina que, tanto de forma visível quanto no secreto, onde só o Senhor enxerga, devemos amar e permanecer fiéis.
O casamento nunca esteve sustentado pelos números da planilha. Sempre esteve sustentado pela fidelidade de Deus.
Talvez você esteja exatamente aí agora, entre contratos e orações, entre decisões e lágrimas discretas, entre fé e cálculo.
Mas a verdade continua aplainando o caminho.
Ele endireita as veredas.
Não porque tudo será perfeito. Mas porque Ele está presente.
O processo também é provisão.
O noivado também é formação de caráter. As decisões também são discipulado.
E um dia você vai olhar para trás e perceber:
não foi a ausência de dúvidas que os sustentou, foi a presença de Deus no meio delas.
Então caminhe.
Planeje.
Ore.
Faça o que está nas suas mãos.
E confie.
Porque, antes de existir o altar do grande dia, existiu um Altar que sustentou toda promessa.
Com carinho,
Jéssica Queiroz
Os Torres
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